segunda-feira, 20 de maio de 2013

Aula Livre para quem?

Nas última duas semanas a sala ficou agitada com o encerramento de muitos dos estudos. Achei o estudo do sistemas corporais muito rápido, mas a professora informou que as vezes é preciso andar rápido com o conteúdo. Mesmo com pressa as aulas foram produtivas e deu para perceber que houve aprendizado.

Daremos continuidade ao estudo para a resolução de problemas da Olimpíada de Matemática usando a lousa e os problemas em vídeo. Os resultados tem sido muito bom na maior parte das turmas. Houve um problema menor com a placa de som do computador da Lousa Digital na semana passada. Ele deve voltar do conserto na semana que vem. Todos os arquivos de vídeo estão comigo  e os das provas também, mas o de imagens eu não tenho. Por isso vamos ter que esperar.

Marquei um horário livre para a 4ª C. Livre para eles, não para nós, professores. Funciona assim:
  • Cada um em seu computador deve acessar na internet os sites que usa em casa. 
  • Para que o som não atrapalhe eles trarão fones de ouvido próprios.
  • Não é permitido imagens, vídeos ou outras mídias que apresentem imagens ou falas ponográficas.
  • Não é permitido andar pela sala.
Enquanto isso damos apoio para que as palavras sejam escritas certo de forma que o google encontre mais rápido o que querem.
Anotamos também o tipo de jogo, música e outros sites que costumam utilizar e o que postam em redes sociais. Esses dados coletados por nós nos servirão de parâmetro para a construção de atividades interessantes para as próximas aulas.
A internet está muito lenta hoje. Não estou conseguindo salvar nada que pesquiso. Salvar o horário com as aulas está difícil. Os professores estão um pouco desanimados porque nessa semana posso oferecer apenas oito horários e está difícil marcar.
São as semanas com feriados, formação e assembléioa de professores.


sexta-feira, 10 de maio de 2013

Retomando a conversa

Tenho escrito bem pouco, mas minha cabeça está funcionando muito rapidamente. Muitas idéias e pouca coisa efetivamente realizada.

Andei colocando no Twitter como me sinto durante as aulas, como vejo nossos alunos.

Para chegar até a escola preciso arrumar a casa, organizar as tarefa de uma filha adolescente, cobrar de nós duas o que deveria ter sido feito pela manhã, almoçar e finalmente deixá-la na escola. Pública, na mesma rede em que eu trabalho.

Chegando a escola ligo os computadores e a lousa digital para assistir  ao desfile de aulas que acontecerão nas próximas cinco horas. Independente do professor, da qualidade do trabalho, do esforço que a escola faz para que nossos alunos aprendam, a grande maioria não está interessada.

Os alunos de hoje agem como se fossemos cuidadores deles. Nos olham como seres inferiores e facilmente amedrontados. Fazem caras e bocas, balançam enormes correntes, falam alto palavras e palavrões, estão sempre com cara fechada. Penso que para eles deveríamos fazer como seus pais e desistir deles. Eles acham que não prestam para nada.

Essas crianças começam a ocupar postos na vida social da cidade. Encontramos nas vendas, nas casas de festa, nos restaurantes do Shopping. A cara ainda está emburrada, mas o olhar agora mudou de ângulo. Estão arrependidos de não ter estudado mais. Agora tem filhos e são chamados na escola porque eles não querem estudar.